A arte, mais do que nunca

A arte, mais do que nunca

Por Fernanda Carneiro

Depois de uma longa pandemia, queremos, devemos, precisamos viver. Respeitadas as mais estritas normas de saúde, vacinada com três doses do soro da esperança, começo a dar- me o direito de retornar à vida. Eu faço parte da minoria que não se contagiou com vírus da COVID. Sinto- me com dever cumprido. Já restam poucas restrições na Espanha, só vigora ainda o uso de máscara em interiores, mas com previsão muito próxima de retirada, começou o processo de “gripalização” do vírus, onde a COVID será tratada como uma gripe comum.

Nesse processo de retorno, de socialização, o mundo artístico é a minha prioridade, o meu bálsamo, a minha cura. Literatura, música, artes plásticas, cinema. Incluo também as ciências humanas e sociais, como a história, antropologia e arqueologia. Para curar- se da vida, só as Artes, Ciências e Humanidades. A poesia, o conhecimento que há em tudo, nos salva do outro e de nós mesmos, é o que faz a vida valer a pena.

E com este retorno à vida, volto também o blog, com nome diferente (lembra? Era “Falando em Literatura”), porque é menos limitado, posso falar do que quiser: “Leitura do Mundo”, uma referência a Paulo Freire, “A leitura do mundo precede a leitura da palavra”. É por aí.

Nesse meio tempo pandêmico, mudei de casa, de estado, de estilo de vida, voltei à universidade como estudante de Arqueologia. Agora moro na costa catalana, num povoado ibérico com vistas ao mar e com um castelo de quase 1000 anos, com muitas reminiscências medievais intactas, cheio de histórias de cavaleiros e bruxas, de natureza, rico em gastronomia e mais perto da Europa, que Madri. Além de um belo idioma, o catalão, e a proximidade com a capital, Barcelona.

Exposição imersiva sobre a vida e obra de Van Gogh (Barcelona).

Nem nos meus melhores sonhos, imaginei viver tal riqueza cultural. E por isto, quero dividir com vocês, fieis leitores (será que ainda estão aí?!), e com os ocasionais que aparecerem por aqui. Falarei sobre livros, viagens, história, arqueologia, psicologia, pedagogia, prosa e verso, natureza, genealogia e genética, e tudo o que ocorrer.

Apesar de tantas outras formas de mídias sociais, podcasts, áudios, vídeos curtos, longos e afins, eu tenho alma de blogueira raíz, é a forma de expressão que mais me sinto confortável. E aqui permanecerei. Obsoleto? Os clássicos nunca morrem. Bem- vindos, bem- vindas, de novo!

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